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Fundada em 1º de Julho de 1959, a Cooperativa de Produtores
de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, era
formada apenas por dez usinas paulistas e duas entidades regionais,
a Coopira e a Coopereste. Essa junção tinha um objetivo muito
simples: comercializar a produção de álcool e açúcar de seus
associados.
A Cooperativa, no início, enfrentou dificuldades. Sua representatividade junto ao mercado da época era baixa. Com menos de um ano de existência, a Cooperativa foi afetada por uma crise que abalou o país. A sobra de açúcar na Europa foi quase fatal para os produtores de açúcar no Brasil, que chegou a ter em seus estoques 12 milhões de sacas de 60 quilos do produto, trazendo como conseqüência grande queda de preços. Além disso, uma grande área plantada com cana permaneceu nos campos, sem aproveitamento industrial. Nesse momento, os usineiros viram que a união era necessária para que a classe se recuperasse da crise.
A Cooperativa então fortaleceu sua base econômica e política, constituiu uma completa infra-estrutura para os seus associados, incluindo estações experimentais, departamentos econômicos e avançados laboratórios de pesquisa. O objetivo agora já não era simplesmente comercializar a produção, mas sim transformar-se na primeira multinacional brasileira.
Nessa fase, a administração passou por mudanças, e a Cooperativa
se consolidou no cenário nacional. O domínio dos processos de
produção, de fabricação e de comercialização dos produtos foi
alcançado. Com a privatização das exportações de açúcar no Brasil,
no início dos anos 90, a Copersucar intensificou sua atuação
no mercado internacional. Partindo de volumes pouco expressivos
- 0,29 milhões de toneladas em 1991/92 - para 2,2 milhões de
toneladas na safra de 1998/99, a Cooperativa tornou-se uma das
maiores exportadoras privadas do mundo.
Buscando uma maior ampliação de seus mercados, a Copersucar investiu na reestruturação e modernização de seu terminal açucareiro localizado em Santos (SP) e mantém um complexo logístico, integrando as operações portuárias entre os portos de Santos (SP) e Paranaguá (SC), para oferecer melhores opções de embarque a seus usuários, reduzir custos e aumentar a competitividade.
No período compreendido entre 1974 a 1987, a Copersucar dobrou sua capacidade produtiva de açúcar, passando a atender o segmento de açúcares de consumo, além dos produtos industriais que já comercializava na forma de cristal e xaropes. Em 1975, foi lançada a linha de álcool para uso doméstico - consumidor final - e o açúcar cristal, pioneiramente empacotado em sacos plásticos de 2 a 5 quilos. Até então, o produto só era comercializado para fins industriais em embalagens de 60 quilos. A Copersucar manteve-se na liderança do setor de açúcar de consumo, atuando com marcas consagradas e reconhecidas pelo mercado brasileiro.
A Copersucar, nos dias de hoje, é classificada como empresa de primeira linha quanto a risco de crédito junto ao mercado financeiro, beneficiando-se das condições mais competitivas que tal atributo propicia. Da mesma forma, opera também diretamente no exterior com importantes instituições financeiras, além de parcerias com as principais instituições do país, com as quais mantém relacionamento do mais alto padrão.
Também merece registro a iniciativa de produtores industriais e de fornecedores de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo, que, demonstrando amadurecimento e responsabilidade, desenvolveram e implantaram, a partir de 1998, um sistema de remuneração que privilegia a qualidade da matéria-prima, denominado CONSECANA, adotado de forma autônoma em todo o estado e que se tornou referência nacional.
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