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Setor sucroalcooleiro investe na redução de Gases de Efeito Estufa
Publicada por Copersucar 26/08/2021

Setor sucroalcooleiro investe na redução de Gases de Efeito Estufa

Setor sucroalcooleiro investe na redução de Gases de Efeito Estufa

Com objetivo de diminuir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) na atmosfera, o setor sucroalcooleiro tem investido no potencial da cana-de-açúcar como biomassa de maior capacidade de geração de energia limpa e renovável. Para se ter uma ideia, por meio da fotossíntese, uma tonelada de cana equivale, em termos energéticos, a 1,2 barril de petróleo.

Considerando-se o volume processado para fabricação de açúcar e álcool no Brasil, são cerca de 650 milhões de toneladas de cana por ano, o equivalente à substituição aproximada de 2,13 milhões de barris de matéria-prima fóssil.

Na avaliação do presidente da DATAGRO Consultoria Agrícola, Plínio Nastari, o Brasil é o país que mais avança no aproveitamento da cana como fonte energética primária. “Nas últimas quatro décadas, enquanto a maior parte dos países ainda produziam apenas açúcar e melaço esgotado, nós passamos a produzir o etanol diretamente do caldo de cana. E sabemos que esse biocombustível substitui de 89% a 91% do carbono emitido pela queima da gasolina”, informa.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o etanol de cana-de-açúcar é o biocombustível com menor pegada de carbono do mundo. De março de 2003, quando foram lançados no país os veículos flex, até março de 2021, o consumo do etanol evitou a emissão de 552 milhões de toneladas de CO2eq na atmosfera.

Mais tecnologia, menos GEE

Para aperfeiçoar a pegada de carbono, o setor investe em tecnologia e práticas sustentáveis. As usinas vêm substituindo as antigas caldeiras por modelos de alta pressão, mais eficientes; adotando a cogeração de energia, por meio da biodigestão da biomassa da cana-de-açúcar, para a produção de biogás, que substitui 10% do diesel utilizado nas atividades de plantio, colheita e transporte de cana; utilizando a microbiologia, a vinhaça, a torta de filtro e o bagaço para substituir fertilizantes e defensivos químicos. Além disso, o setor investe em um trabalho consistente de recuperação de mata ciliares, preservação de nascente e preservação de biodiversidades.

Biodigestão de resíduos, extração de levedura, aproveitamento de CO2 emitido nas dornas de fermentação, solo como sumidouro de carbono e uso de mudas pré-brotadas contribuem para mitigar a pegada de carbono no plantio, além de reduzir o custo e aumentar a eficiência e, assim, a produtividade.

“Caminhamos para reduzir as emissões de carbono em 100% ou mais, o que equivale a abater, por exemplo os GEE lançados na construção de automóveis movidos a etanol. Tudo isso permitirá que o alcance a descarbonização total”, conclui Plínio Nastari.

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