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Publicada por Assessoria de Imprensa 14/11/2018

Etanol reduz impacto da poluição na saúde

“Se eu tivesse o poder de substituir o diesel de todos os veículos, não pensaria duas vezes e investiria em etanol.” A afirmação é do médico patologista e especialista em poluição atmosférica, Paulo Saldiva, que dirige o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o pesquisador, um em cada dez infartos na capital paulista está ligado à poluição do ar, o que resulta em 4 mil mortes prematuras por ano. Os efeitos do ar poluído respondem por 12% das internações respiratórias, sendo o setor de transportes responsável por 14% das GEE (Gases de efeito estufa).

Quem convive com o tráfego das metrópoles inala partículas tóxicas expelidas pelos veículos movidos a diesel e a gasolina que ficam suspensas no ar. Estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) aponta que, só na cidade de São Paulo, os carros representam 73% dos gases poluentes presentes na atmosfera.

De acordo com um estudo de 2013, conduzido por Saldiva para a USP, se os veículos da capital consumissem apenas gasolina, o custo anual para o Sistema Único de Saúde (SUS) seria de, no mínimo, R$ 380 milhões apenas para os cuidados relacionados com doenças do sistema respiratório.

 

Etanol reduz poluição em 50%

É fato que a substituição de combustíveis fósseis por energia limpa tem o potencial para reduzir a poluição nos grandes centros, já que os carros movidos a biocombustível emitem bem menos CO2 (dióxido de carbono) do que os motores a diesel ou a gasolina.

Em outra pesquisa da USP citada por Saldiva, para os próximos 12 anos, o etanol sozinho proporcionaria uma redução adicional de emissões estimadas em 571 milhões de toneladas de CO2. Para a saúde, isso evitaria 11 mil internações e quase 7 mil mortes no período. Segundo o estudo, haveria uma economia de até US$ 23 milhões para o SUS.

Por ser uma fonte limpa, o etanol – popularmente conhecido como álcool – contribui para manter a qualidade do ar, inclusive, no tipo de segunda geração (E2G), obtido por meio de biomassa, como a palha e o bagaço da cana-de-açúcar. Para Saldiva, se a cidade trocasse os combustíveis fósseis da frota veicular por etanol, a poluição cairia 50%. “Melhor ainda se essa resolução fosse aliada a um macroprojeto de mobilidade urbana”, defende o pesquisador.

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